Por que Procrastinamos?

Hoje ao terminar minhas leituras e reflexões sobre procrastinação, me deparei com um pequeno texto que me chamou muito atenção e resolvi compartilhar com vocês:

O Dilema

Autor desconhecido

“Rir é correr risco de parecer bobo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Buscar companhia é correr o risco de se evolver. Expressar sentimentos é correr o risco de ser ridicularizado. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Ir em frente diante das imensas dificuldades é correr o risco de fracassar. Mas os riscos são necessários, porque o maior perigo na vida é não arriscar. Aquele que nada arrisca nada faz, nada tem, nada é. Esse indivíduo pode evitar o sofrimento e a dor, mas não consegue aprender, sentir, mudar, crescer ou amar. Somente aquele que arrisca é livre”.

Ao ler esta reflexão pensei em quantas vezes procrastinei, isto mesmo procrastinei, deixei de cumprir atividades importantes no meu trabalho e até mesmo fugir de situações ótimas na minha carreira pura e simplesmente por medo. Nos momentos em que procrastinava pensava com pavor no medo de ser julgada, criticada, exposta e até mesmo ridicularizada, pensava que se colocasse em prática algumas ideias poderiam ser frustradas pela não aceitação das pessoas e por suas críticas, então simplesmente nem tentava.

E foi lendo esta reflexão que lembrei da teoria Freudina, que diz que todos os seres humanos são regidos pela busca do prazer em detrimento da dor, ou seja, buscamos sempre situações que nos gerem prazer e satisfação imediatos por temor a sentir dor.

Neste momento me veio à cabeça a tão temível palavra procrastinação, e num insight pude entender e compreender bem seu significado, pois procrastinar nada mais é do que deixar de fazer ou adiar aquilo que precisa ser feito, em outras palavras é sempre deixar para depois as ações e atividades que sabemos que são importantes, mas por algum motivo nos incomoda ao ponto de adiar ou simplesmente não concluir. Então, pude perceber o porquê – procrastinamos por medo! É como se os pensamentos fossem “se não fizer ninguém vai saber, me perceber, me notar e assim, não vou me expor”.

Mas o quanto aprendemos ou nos desenvolvemos com este padrão de pensamento? O quanto nos expomos mesmo sem querer? Pois, se não cumprir com minhas obrigações e com os prazos, se não entregar o que me comprometi a entregar eu estarei me expondo, me expondo a cobrança externa e interna, aos julgamentos e críticas, conclusão: os medos que me levaram a procrastinar acabam se concretizando porque procrastinei!!!

Justamente como em histórias de oráculos, tudo que faço para evitar o que estava pré-determinado (nos meus padrões de pensamentos) acaba por me levar as consequências desagradáveis que tentei evitar.

E como fazer para sair desta armadilha? Como perceber minha procrastinação? Como enfrentar meus medos para gerar ações que me levem ao crescimento pessoal e profissional?

Tudo começa com AUTOCONHECIMENTO! Isto mesmo, quando entramos em um processo de Autoconhecimento, nós buscamos conhecimento de quem somos, como criamos nossos padrões de pensamentos e como estes impactam, de maneira significativa em nossas ações. Neste processo também passamos a conhecer nossas forças e como podemos enfrentar os nossos medos e superar obstáculos, gerar resultados verdadeiramente significativos e elevarmos nossos graus de satisfações, realizações e prazeres!

Ao detectar nossos padrões de pensamentos negativos, que geram o medo, podemos ter a oportunidade substitui-los por padrões de pensamentos positivos. Mas para isto precisamos ter a coragem de dar o primeiro passo, de olhar para dentro e revirar tudo, de ouvir-nos e fazer uma grande faxina.

Então lembrei de algumas dicas que li no livro “Engajamento Total” de Villela da Matta, Brian Tracy e Flora Victoria e que tive a oportunidade de seguir e sugerir para alguns de meus coachees, considero as mesmas muito interessantes para perceber medos, bem como para controlar a procrastinação:

  1. Elimine todos os pensamentos e críticas destrutivas de seu vocabulário: faça uma lista com palavras e pensamentos destrutivos que você costuma usar, depois faça uma lista de pensamentos e palavras positivas que podem neutralizar as destrutivas, feito isto faça um compromisso com você mesmo: toda vez que um pensamento ou palavras destrutivas vierem substitua-os pelos pensamentos e palavras positivas. Faça isto por 21 dias para desenvolver um novo hábito.

 

  1. Quando você se sentir bravo ou chateado com alguma coisa, diga imediatamente para si mesmo, enfática e rapidamente: “Eu sou responsável!” Até que a emoção vá embora. E ela irá!

 

  1. Afaste de você o medo de cometer erros repetindo toda vez que achar necessário “O fracasso é só feedback – a única coisa necessária a se fazer é reduzir os danos e aprender com os erros”

 

  1. Repita várias vezes durante o dia “Eu consigo! ” “Eu sou capaz! ”

 

Tenham a coragem de olha para dentro! Vai valer muito a pena!

Pois bem, desafio vocês a fazerem uma alto-reflexão se perguntando: Em quais momentos vocês procrastinam? Quais são os pensamentos e/ou sentimentos que se passam no seu mundo interno que te levam a procrastinar? Como você pode mudar isto?

Depois me mandem mensagens me contato, ok?!

Força sempre meus queridos!

 

Por Silmara Miranda Reis de Almeida

Psicóloga e Pós-Graduada em Psicopedagogia Institucional, Coach profissional com certificação internacional e nacional de Personal Professional Coaching, Executive Coaching, Business Coaching, Team Coaching, Leadership Coaching, Coaching Psicodinâmico Breve Executivo, Certificação de Consultor DISC, Assesment Profile, Assessment EVA e Alpha Coaching Assessment.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *